Má administração pública ou crise existencial de uma empresa?

Ah… os danadinhos! Os empresários que se valem da crise, para lucrar mais. Apoiados no caos,  escondem sua ganância, não planejam, não pensam em crescimento sustentável, apenas em lucratividade a curto prazo e pouca dedicação, mais viagens e  baixo investimento. Que investimento? Estamos na crise, justificam.


A crise lhes dá licença e autorização para praticar suas vontades de espremer o máximo as contas e por fim, as pessoas que sobram depois do "justificado" corte. Cortes, estes que se fariam necessários muitas vezes, independente de crise econômica, muito mais  por conta de crise em sua própria administração ou melhor, má administração por pouca formação, incompetência ou arrogância. Para os dois primeiros problemas há solução, para o terceiro, mais difícil ajustar.  O fracasso que lhe apresentava o futuro, sai de sua responsabilidade, delegando ao governo e a terceiros, no caso políticos, bancos e impostos,  suas escolhas erradas e sede de lucrar em cima de juros e em cima de pessoas. No poder , no status, nos elogios por  ter faturado muito com poucos e com baixo investimento deita seu ego em berço esplendido.


Investir pouco, quando pode fazer mais,  significa não investir nas pessoas e não investir no Brasil. Mude-se! 


Vivemos num momento onde as empresa deveriam ser avaliada pelo número de empregos que gera, pela quantidade de famílias que ajuda a alimentar de forma digna e cheia de perspectiva. Esta é a beleza de ser dono. AntonioErmirio de Morais, um dos empresários mais bem sucedidos de nossa época, considerado pela Forbes uma das pessoas mais ricas do mundo com empresas que somavam mais de  60 mil funcionários, disse em entrevista: 


"O que me dá satisfação mesmo é trabalhar, investir, gerar emprego. Tem gente que no meu lugar estaria tranqüila ganhando dinheiro com os juros altos, sem investir, sem correr riscos". 


E ainda: "A modéstia engrandece a alma"., afirmou em entrevista a IstoÉ.  


Sejamos socialmente responsáveis, ninguém precisa gerar 60 mil empregos, mas demitir 3 e ficar com 1 para que este 1 se mate fazendo o trabalho dos 3, com medo da crise e de ser demitido, não há dignidade nisso.


E mais: o empreseario é apoiado pela sociedade quando conta a dificuldade de sua empresa em roda de almoço em restaurante de cardápio caro e pouca gente, os demais lamentam-se por o amigo e a dificuldade em ter que demitir. " Fiz isso para a empresa sobreviver". 


Que triste


O funcionário, também lamenta: me mandou embora, culpa deste fulano lá no governo. Porque foi isso que o empresário disse ou mandou dizer para justificar as demissões. Fácil e socialmente aceitável. 


E assim fazem com fornecedores, revendo e reduzindo valores de contratos, aumentando os serviços prestados. E estes comparecem `a reunião já esperando isso mesmo. Com a contra-proposta debaixo dos braços. 


Não é preciso ser formado em economia para entender que haverá menos dinheiro no mercado e as consequências deste posicionamento. 


Há um fundo de verdade, sim a crise, fez todos reverem sua posição na cadeia alimentar, quase que literalmente.  


Dia destes, ouvi que a ilustre pessoa, chamou todos os funcionários num local. Todos achando que era a confraternização de fim de ano e chorando, o mesmo ilustre empresário estabeleceu o fim de sua empresa e a demissão de todos. 


Isso é a crise ou a falta de planejamento?  


Philip Kotler, considerado um dos maiores especialistas de marketing no mundo, disse: 


"As empresas, além de desenvolver novos negócios, precisam enxugar, colher ou mesmo abandonar negócios antigos, exauridos, de modo a liberar recursos e reduzir custos". 


Ouvi liberar recursos? 


Sim eu ouvi liberar recursos. Será que este triste empresário investiu na própria formação? No aconselhamento dos funcionários da própria empresa, como bem fazia Antonio Ermirio? Ninguém o avisou que a coisa tava feia? 


A atitude desesperada do choro e medíocre de comunicar a todos de uma vez. vira história e justifica o seu fracasso. Coloca na má administração pública o problema pessoal. 


Para os que não são empreendedores e que almejam uma colocação de trabalho, conseguirá talvez, identificar um bom lugar para se trabalhar com uma pergunta: meu cargo é um novo cargo ou é uma substituição? 'E uma nova área na empresa? Se o seu cargo é um cargo novo, tem uma boa chance da empresa estar se reinventando e investindo. 


Se não é, boa sorte! Você vai descobrir só no dia a dia mesmo… Ou na festa de fim de ano…


Ilustrei este artigo com  esta imagem com algumas frases legais de reconhecidos ilustres cidadãos. 


Confesso que não li todas ainda, parte porque são muitas. Parte porque meu inglês é sofrível, mas se relacionam com o artigo citações de Anita Roddick e Angela Ahrendts, por exemplo. 


Você pode ler o restante aqui: http://www.visualistan.com/2016/03/100-brilliant-business-minds-and-what-they-said.html



Colunista

Stela Garcia

Stela Garcia, jornalista, formada pela Cásper Libero (1998).
Experiência com redação web, redação para jornais, revistas e folders corporativos.
Uma das associadas fundadora é colunista e diretora de comunicação na ABRAWEB – Associação Brasileira de Profissionais de Internet. Ministrou aula em Faculdade e Universidade, como Faculdade Sumaré e Anhembi Morumbi, aplicando matérias como: marketing digital e redação web. Entre outras experiências com negócios web, trabalhou para o hpG, iG e XPG sempre atuando em comunicação, marketing ou no relacionamento com empresas e sites.



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