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Até que ponto a espionagem cibernética dos Estados Unidos é uma surpresa?

Estamos todos acompanhando o “escândalo” internacional, sobre as denúncias de que governo americano mantém uma extensiva rede de espionagem cibernética, tanto nos Estados Unidos, assim como em outros países, coletando informações não só de seus nacionais, mas também de estrangeiros.
Essas notícias não deveriam causar tão grande surpresa, pois isso já se demonstrava ocorrer a muitos anos.
Em diversos depoimentos oficiais do governo, já admitiam que realizavam o monitoramento de ligações telefônicas e trocas de dados de mensagens na internet.
O que acontece agora, é que com a exposição dos documentos sigilosos da Agência Segurança Nacional dos EUA (NSA) tudo se torna mais explícito e exposto.
Assim como quando o Wikileaks revelou documentos secretos de vários governos, naquele momento já se demonstrava que o governo americano ainda mantinha uma grande atividade de espionagem, inclusive no Brasil.
Engana-se quem pensa que com o fim da Guerra Fria, as atividades de espionagem acabaram. A principal diferença, porém é que ela se tornou mais técnica do que pessoal, pois com o constante avanço da tecnologia cada vez mais a troca de informações se realiza pela internet. Desse modo, o número de informações trafegando entre governos e as demais pessoas aumentaram de forma exponencial.

Porque essa notícia não deveria ser uma surpresa?

• A maioria das informações circula pela internet. Praticamente toda a comunicação atualmente é realizada através do envio de dados, mesmo as ligações telefônicas. Além do mais o número de informações transitando na rede chega a ser imensurável.

• As atividades de espionagem nunca deixaram de existir. Somente os métodos e tecnologias empregadas mudaram.

• Com a devida colaboração (ou não) é possível interceptar uma grande quantidade de dados. Muitos desses dados transitam pelos Estados Unidos, ficando assim mais fácil de interceptar.

• A Guerra Cibernética já é uma realidade. Muitas batalhas já foram travadas no ciberespaço, que hoje é considerado o quinto campo de combate, além da terra, mar, ar e espaço.

Se vasculharmos por notícias mais antigas, teremos muitos casos em que o governo americano já havia sido acusado de espionagem cibernética.
Acredito que mais do que um momento para um pânico diplomático, a conscientização sobre o uso correto e seguro da internet, pelos usuários é mais importante ainda. Estamos expondo a nossa privacidade de tal forma que perdemos o controle sobre essas informações. Obviamente nenhum de nós quer ter o direito à privacidade atingido, mas devemos atentar que muitas vezes não precisamos de alta tecnologia para nos espionar, pois nós mesmos divulgamos as informações abertamente.

Mesmo não sendo uma surpresa também não diz que não devemos lutar pelo direito à privacidade, seja no mundo virtual ou no convencional. Devem assim os governos internacionais buscar proteger a sua soberania com o propósito de que isso seja evitado. Acredito que dificilmente isso deixará de existir, pois tecnicamente pode ser inviável. De qualquer modo, o Brasil tem a capacidade de lutar por esses direitos e buscar proteger a soberania nacional.

http://www.depijama.com/governanca/governo-americano-pode-ler-seus-documentos-oficialmente/
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7544&cod_canal=48
http://pt.wikipedia.org/wiki/Echelon
http://www.conjur.com.br/2012-ago-08/governo-eua-escutas-autorizacao-judicial-tribunal
http://super.abril.com.br/tecnologia/sorria-voce-esta-sendo-filmado-442143.shtml
http://boingboing.net/2008/03/26/companies-that-use-g.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+boingboing%2FiBag+%28Boing+Boing%29

Fernando Rodrigues Peres  especialista em direito digital e crimes cibernéticos
Advogado e perito, especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos. Árbitro na Câmara Internacional de Arbitragem em Tecnologia da Informação, E-commerce e Comunicação.Membro da Associação Portuguesa de Direito Intelectual e também da Internet Society. Coorganizador do Projeto “Segurança na Rede”. Colunista na Gazeta do Povo e da ABRAWEB, com experiência internacional é palestrante em diversas empresas e eventos, realizando consultoria para empresas e instituições nacionais e internacionais. Professor em cursos Instituições de Pós Graduação em todo o Brasil. Contato em www.peres.adv.br



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